27 de fev de 2015

O PT contra-ataque:Tarso Genro aniquila a 'austeridade' das elites e defende a imediata taxação das grandes fortunas no Brasil

Contribuição ao debate com base na proposta de resolução política apresentada pela Mensagem ao Partido ao Diretório Nacional em 6 de fevereiro, em Brasília.


Por Tarso Genro

Tarso Genro: uma grande reserva moral e intelectual do PT e da esquerda mundial
O Partido dos Trabalhadores saúda o povo grego pela eleição do governo popular liderado pelo Syriza, que se elegeu em oposição e resistência às reformas neoliberais, na Europa.
Essa vitória é um alento para novas conquistas da esquerda no continente europeu, em especial na Espanha e Portugal, em que se avizinham processos eleitorais. O PT acompanha de forma solidária esse processo, certo de que as vitórias alcançadas na América Latina e aquelas, em construção em outras regiões, são fundamentais para erguer uma ordem econômica, política e social, mais justa e democrática no mundo.
No Brasil, a vitória da frente política liderada pelo PT, em conjunto com o PC do B e demais setores da esquerda não partidária, com a eleição da companheira Dilma Rousseff, evidenciou a força do povo brasileiro na resistência ao projeto político e à dominação ideológica do projeto neoliberal.
Ao mesmo tempo explicitou a força do neoliberalismo e do conservadorismo, o que nos alerta para a dureza da luta, em termos organizativos e políticos, para superar um modelo de desenvolvimento ainda baseado na concentração de renda, riqueza e poder, especialmente dominado pelos interesses do capital financeiro globalizado.
 A continuidade da disputa política, social, econômica e de ideias prossegue após a vitória eleitoral.
 Através dos oligopólios de comunicação, uma ampla coalizão política de direita, vinculada a partidos e instituições conservadoras da sociedade civil, procura desconstruir a vitória do campo popular e impor a agenda derrotada nas urnas. É a luta contra o desenvolvimento econômico e social, em favor de um crescimento econômico seletivo e elitista.
Com uma avassaladora e ininterrupta campanha - agora sem o horário eleitoral que nos dava espaços de resposta -  a direita e o conservadorismo continuam a tentar a inviabilização de uma alternativa progressista, distributiva e democrática, ao projeto neoliberal.
Esses interesses privatistas buscam, hoje, quatro objetivos: reduzir os salários reais através da redução da massa salarial disponível, para melhorar a competitividade das empresas com o sacrifício do padrão de vida dos trabalhadores; reduzir o papel dos bancos públicos; "liberar" o Banco Central para atuar sob orientação da sua burocracia tecnicista, descomprometida com o programa do governo vencedor; e, não menos importante, reintegrar de forma subalterna o Brasil, no sistema de dominação imperial, liderado pelo capital financeiro, aumentando os bloqueios à formação de uma ordem internacional alternativa.
 “Austeridade é o nome do novo período de expropriação do mundo do trabalho e dos setores médios, que o capital financeiro quer radicalizar no país. É a plataforma que seria implementada, caso o PSDB e seus aliados ganhassem as eleições. Perderam a eleição democrática, mas permanecem organizando a pressão para implementar a agenda derrotada.
Essa pressão se expressa na grande mídia internacional e nacional, através de uma campanha ao estilo "pensamento único", buscando um ajuste fiscal recessivo  com o aprofundamento da queda da atividade econômica e com a volta atrás” em conquistas fundamentais, como o novo papel dos bancos públicos, somado ao sucateamento de direitos sociais conquistados nos governos Lula e Dilma.
 O PT, as forças progressistas do país, o Governo Dilma e o povo brasileiro, rejeitam esse curso. O nosso Governo não pode adotar nem a recessão e, muito menos, a regressão social-liberal, como método de direção da economia e como padrão de desenvolvimento social.
As medidas recém adotadas, nos critérios do seguro-desemprego e na previdência, devem ser debatidas amplamente com os destinatários das referidas medidas e, de modo especial, com as Centrais Sindicais. Além disso, o PT defende que é preciso construir um diálogo político amplo, para serem gestadas novas medidas para elevar a capacidade fiscal do Estado, avançando na justiça fiscal e na superação da regressividade do sistema tributário brasileiro. O CDES deve ser palco especial de debates e concertação política, para esta nova etapa da Revolução Democrática.
 O PT já apresentou iniciativa parlamentar para taxação das grandes fortunas. Devemos insistir nesta luta.
Existem outras propostas nessa direção, que devemos suscitar rapidamente, como aumentar a progressividade no I.R., reduzir as alíquotas dos setores médios e dos salários mais baixos. Uma ampla unidade nessas lutas, construindo força social e legitimidade política para torná-la decisão de Estado, é fundamental para que o nosso Governo saia da defensiva em que se encontra.
 As vitórias populares de esquerda nos executivos enfrentam, sempre, o conflito entre a soberania popular, de um lado, e o poder econômico, do outro.
 Estamos num momento histórico adequado para dar mais um passo na superação das desigualdades sociais que caracterizam o país, trabalhando, desde logo, para organizar uma ampla Frente Política a partir da esquerda, de caráter programático, que envolva não somente partidos e frações de partidos, mas organizações representativas da sociedade civil, dos movimentos sociais e do mundo do trabalho.
A reeleição da Presidenta Dilma Rousseff representa o quarto mandato dentro do mesmo projeto democrático-popular. São 12 anos de mudanças positivas na direção de uma democracia que deve avançar na economia e na política, para novas fronteiras, agora privilegiando a luta contra as brutais desigualdades sociais que elitizam o poder no país e mantém desigualdades regionais inaceitáveis.
 Nosso Governo é expressão de uma unidade de forças e da implantação de um programa de Governo que, ao mesmo tempo, que abriu novas perspectivas, agora se coloca no dever de impedir o retrocesso e, para isso, deve avançar para novos patamares organizativos e políticos. O país não pode retroceder ao social-liberalismo, que caracterizou o governo FHC e que permanece como aspiração da direita e do bloco social-liberal.


Senador Lindberg Farias protocola assinaturas para a criação da CPI do HSBC- Contas da Suíça



O Brasil é um dos países com maior número de pessoas envolvidas neste que é o maior caso de evasão fiscal do mundo e, ainda assim, muito pouco se fala sobre esse assunto por aqui.
São mais de 8 mil contas secretas de brasileiros no HSBC da Suíça. movimentando uma quantia equivalente a R$ 20 bilhões. Mas o que vemos é um estranho silêncio da nossa imprensa corporativa e o pouco interesse e seletividade em divulgar os vazamentos deste caso, que revela o submundo do sistema financeiro.
A sonegação e a evasão fiscal são um problema grave para a nossa economia e comprometem, especialmente, nossos esforços de redução das desigualdades.
Eu assinei o requerimento para a criação da CPI, pois acho que essa situação precisa vir às claras. Esse rombo bilionário precisa ser investigado seriamente. E mais: nosso sistema financeiro precisa de uma regulamentação para que possa ser mais transparente e servir à sociedade, e não aos interesses dos sonegadores e especuladores.

26 de fev de 2015

Flávio discute o Maranhão com a presidente Dilma e convoca governadores do NE a defender a democracia contra o golpe do impeachment


.O governador do Maranhão, Flávio Dino, foi recebido na tarde desta quarta-feira (25) no gabinete da Presidência da República pela presidenta Dilma Rousseff. O chefe do Executivo do Maranhão apresentou à presidenta projetos prioritários: Plano de Ação Mais IDH, Programa Escola Digna e propostas sobre rodovias federais que cortam o Estado.

Ao lado do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, o governador apresentou os projetos especiais encampados pelo Governo do Maranhão sob a nova gestão. O combate às desigualdades sociais e a elevação dos indicadores socioeconômicos do Maranhão são os pontos de foco para atuação no Estado, apresentados por Flávio Dino à presidenta e ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante.

Os programas de combate às desigualdades que estão sendo implementados pelo Governo do Estado foram detalhados por Flávio Dino a Dilma, que solicitou à presidenta parcerias com o Governo Federal para potencializar as ações articuladas pelo Estado.

O Plano de Ações Mais IDH consiste em articulações, nos 30 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano, direcionadas a melhorar os indicadores de saúde, educação, renda e longevidade da população.

O programa ‘Escola Digna’ que tem por principal meta erradicar as escolas de taipa e barro no interior do Maranhão também foi tratado na audiência. O governador também pleiteou a duplicação das BRs 135 (de São Luís a Miranda do Norte), 236 (de Timon a Caxias) e 010 (interligando Imperatriz a Açailândia).

Segundo Flávio Dino, a presidenta demonstrou solidariedade com o Maranhão e se comprometeu a ajudar o Estado via programas federais que tenham maior impacto para a população maranhense, em sintonia com os pleitos apresentados pelo governador.

Defesa da Refinaria

Outro tema marcante levado pelo Governo do Maranhão foi a defesa da retomada da Refinaria Premium da Petrobras no Maranhão. Os investimentos realizados pelo Governo Federal em Bacabeira, segundo Flávio Dino, devem ser retomados porque o Estado possui pré-condições logísticas e naturais únicas no Brasil.

"Entendemos as razões da Petrobras em adiar o projeto, porém temos convicção de que ele será retomado, pois é importante para o Brasil aumentar a capacidade de refino e o Maranhão é o Estado com as melhores condições para receber esse investimento," disse Flávio Dino ao informar que solicitou reunião com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.

O Nordeste com Dilma

O governador ainda manifestou que a presidenta Dilma terá toda a solidariedade do povo do Nordeste do Brasil e que ele irá convocar os governadores para uma grande cruzada em defesa da democracia e contra o golpe do impeachment.


Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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25 de fev de 2015

Criado o Instituto Manoel Conceição

No último domingo, 22 de fevereiro, sindicalistas e ativistas sociais e políticos fundaram o Instituto Manoel Conceição (IMC), entidade que terá como objetivo a formação sociopolítica, o estudo e a defesa do desenvolvimento sustentável, a promoção da solidariedade e da cultura.

Os sócios fundadores reuniram-se em assembleia na sede do Cetral, no povoado Pe-de-Galinha, município de João Lisboa (MA), em número superior a vinte pessoas dos municípios de Imperatriz, João Lisboa, Senador La Rocque, Amarante, Cidelândia, Carolina, Riachão. São Raimundo das Mangabeiras e Loreto, todos no Maranhão.
Manoel-da-Conceição
O IMC terá sócios fundadores, efetivos, colaboradores e honorários. Sua sede será em Imperatriz mas poderá instalar escritórios de representação no Brasil e no exterior, sob a direção de um conselho gestor composto por cinco pessoas. Na assembleia de fundação, com a presença de Manoel Conceição (hoje com 80 anos) e de sua esposa, Denise Barbosa Leal, foi eleito e dado posse ao primeiro conselho gestor: Jhony Santos (coordenador-geral); Maria José Lopes Barros (Zezé; coordenadora-geral-adjunta); Aldecy Antônio dos Santos Pereira (coordenador financeiro); Anthony Nelson Amaral Dantas (coordenador administrativo) e Adalberto Franklin (coordenador de comunicação). O Conselho Fiscal ficou composto por Pedro Paulo de Sousa Guimarães, Maria Denise Barbosa Leal e Antonio Expedito Ferreira Barroso de Carvalho, Elizabete Messias de Sousa e Antonio Alves Lima.
A criação da entidade tem motivação na continuidade do legado ideológico do maranhense Manoel Conceição Santos, considerado um dos mais destacados líderes camponeses brasileiros no século XX, perseguido, preso, torturado e exilado pela ditadura militar. Manoel foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores; orientou a formação de diversos sindicatos rurais e cooperativas; recebeu as mais diversas homenagens, comendas e títulos honoris causa, por entidades do Brasil e do exterior. Desde 1984, reside em Imperatriz, para onde veio instalar e presidir o Centro de Educação do Trabalhador Rural (Centru), fundado por ele em Pernambuco e que se espalhou por vários estados do Nordeste.
Com Adalberto Flanklin, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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24 de fev de 2015

Lula fala da teoria do domínio do fato: "Mil inverdades a mídia transforma em verdade"

"Estou tentando imaginar o que está acontecendo no Brasil neste momento, O que aconteceu com Juscelino, com Jango, com Getúlio... foi mesmo que tentaram fazer comigo quando estava na presidência é o que está acontecendo agora. A ideia básica é criminalizar antes. Tem que ser criminalizado pela imprensa. O processo começa pela sentença. O problema é que se eu conto uma inverdade muitas vezes, ela torna-se verdade. É a teoria do domínio do fato!".

Protestos, greves, estradas paradas: perigos à vista

Começou. Em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis e dos impostos sobre o transporte, caminhoneiros do Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul bloquearam 38 trechos de estradas neste fim de semana.

Como era de se esperar, o descontentamento com o governo Dilma 2, que se meteu em crises políticas, econômicas e sociais de toda ordem, desde a posse, há apenas 53 dias, transbordou dos gabinetes para as ruas, fábricas e estradas.

O movimento dos caminhoneiros começou nos principais redutos do agronegócio, em Estados onde a oposição derrotou Dilma na recente eleição presidencial, mas seus líderes prometem levá-lo para todo o País ao longo desta semana, elevando ainda mais a temperatura dos embates previstos no Congresso Nacional (ver post anterior).

"O setor de transporte de carga está passando por uma crise histórica, sem que os caminhoneiros consigam ter retorno", disse à Folha um dos organizadores do protesto, o gaúcho Tobias Brambilla, diretor da Associação dos Caminhoneiros de Rodeio Bonito.

A nova jornada de trabalho implantada pelo governo, em setembro do ano passado, estabelecendo um limite diário de oito horas, com no máximo duas horas extras, é outra razão da revolta da categoria. Nas contas de Odi Antonio Zani, líder do movimento em Palmeira das Missões (RS), a nova lei provocou uma queda de 30% no faturamento mensal.  "Eu tinha três caminhões rodando as estradas e faturava R$ 120 mil mensais no total. Tive de vender um caminhão e meu faturamento caiu para R$ 68 mil", queixou-se o caminheiro.

Ao que tudo indica, mais uma vez o governo foi surpreendido pelos fatos e até agora não se tem notícia de qualquer tipo de interlocução com os caminhoneiros rebelados, que prometeram manter os bloqueios nesta segunda-feira.

O movimento que fecha estradas nos principais corredores de escoamento da produção agrícola soma-se a outros protestos e greves que vêm pipocando pelo País desde janeiro _ e as medidas de arrocho anunciadas pelo pacote fiscal ainda nem foram implantadas. Na semana passada, trabalhadores das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que estão paralisadas, fecharam a ponte Rio-Niterói, em protesto contra a falta de pagamento de salários.
Enquanto a classe política se alvoroça à espera da divulgação da "Lista de Janot", anunciada para esta semana, com os nomes dos parlamentares envolvidos na operação Lava-Jato, os trabalhadores estão preocupados com seus empregos, ameaçados pela paralisação de obras da Petrobras, por falta de pagamento às empreiteiras e, dessas, aos seus fornecedores.

Até onde a vista alcança, não há nenhum sinal de reação do governo, com medidas concretas, para enfrentar a enxurrada de problemas nos mais diferentes campos da vida nacional. Aos leitores que me acusam de ser muito pessimista e crítico da presidente Dilma, quero informar que não escrevo porque gosto sobre este cenário altamente preocupante, mas porque assim é, infelizmente, e eu não posso brigar com os fatos.

Quem mudou de lado foi o governo, não eu, que continuo exatamente no mesmo lugar. Estou só alertando para os perigos à vista. É explosiva esta combinação de crescimento negativo, empregos ameaçados, queda nos investimentos, falência da base de apoio no Congresso e na sociedade organizada, ministério medíocre, falta de articulação política, multiplicação de protestos, tudo sem perspectivas de mudança. Já vi este filme muitas vezes, em outros tempos e países, e o final não é feliz, lamento lembrar.
Vida que segue.

Ricardo Kotscho, R7.

Flávio em Brasília, avante!

Avante!

Encontro Nacional Geração Henfil, em maio, em Campinas

A esquerda brasileira perde a oportunidade nestes dias de intensas lutas de classes

Mensagem telegráfica:
Não tem jeito, o Brasil viverá seus dias de intensas lutas de classes. De um lado os banqueiros, a burguesia comercial e industrial e a classe média conservadora e do outro lado o povo humilde, representando a imensa maioria da população. Se a esquerda brasileira tivesse um projeto socialista para o país, essa poderia ser a chance da tomada do poder pelos trabalhadores. Mas, o PT andou e anda de mãos dadas com oligarquias regionais impedindo essa possibilidade.

23 de fev de 2015

As muitas caras de quem exige a demissão de Cardozo

"Mas não era esse o mesmo Barbosa que, quando Juiz, se negava a receber advogados?""Mas não era esse o mesmo Barbosa que, quando Juiz, se negava a receber advogados?"



Por Fabio de Sá e Silva*


Era início de carnaval, mas alguém achou que tinha em mãos material suficiente para animar o feriado.

O meio, o de sempre.

O alvo, o Ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo.

A acusação, a de ter recebido advogados de empresas envolvidas na Lava Jato.

A prova principal, a agenda pública do próprio Ministro.

No enredo de tais encontros, Cardozo teria afirmado que a investigação “mudaria de rumo radicalmente, aliviando as agruras dos suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro”.

Teria assegurado, a este respeito, que “as investigações envolveriam nomes de oposicionistas, o que, segundo a tradição da política nacional, facilitaria a costura de um acordo”.

E para terminar, teria feito “considerações sobre os próximos passos” e “desaconselhado uma das empresas a fechar um acordo de delação premiada”.

“Era tudo o que os outros convivas queriam ouvir,” concluía a peça.

A leitores minimamente críticos, matéria assim veiculada deveria render mais questionamento que curtidas e compartilhamentos.

Afinal, quem agora pretende fazer de Cardozo o articulador de uma grande conspiração contra a Lava Jato não é quem, ao longo dos últimos meses, produziu dezenas de capas e matérias com base em vazamentos da Polícia Federal – evidência maior de que o Ministro não consegue controlar sequer uma organização que lhe é formalmente subordinada?

Ou quem criticava Cardozo por inação frente a problemas em áreas como a Segurança Pública?

Ou quem enaltecia Moro como Juiz inflexível e determinado a apurar até o fim as práticas de corrupção evidenciadas pela Operação Lava Jato?

Em que se pretende que a opinião pública brasileira acredite?

Que instituições brasileiras como a PF, o MPF e a Justiça Federal são a salvação da nossa lavoura, enquanto Cardozo é um Ministro fraco – como diziam até então?

Ou que Cardozo não apenas é um grande articulador, como é capaz de desmontar uma operação complexa como a Lava Jato, passando por cima de figuras como Moro e Janot – como dizem agora, em função dos tais encontros (públicos) com advogados de empresas?

Como se já não houvesse confusão o suficiente, eis que aparece Joaquim Barbosa.

Falando em nome dos “cidadãos honestos” do país, o ex-Ministro não apenas compra a tese da Revista, como cobra a demissão de Cardozo.

E se explica:

“Você defende alguém num processo judicial. Ao invés de usar argumentos ou métodos jurídicos perante o juiz, você vai recorrer à política?”

E emenda:

“Se você é advogado num processo criminal e entende que a polícia cometeu excessos ou deslizes, você recorre ao juiz. Nunca a políticos”.

Mas não era esse o mesmo Barbosa que, quando Juiz, se negava a receber advogados?

Ou que, como relator de um dos casos mais importantes da história do STF, deu contribuição inestimável à indesejada mistura entre direito e política, admitindo expressamente ter feito uma “conta de chegada” para fixar as penas dos condenados?

Em uma das cenas mais memoráveis da experiência democrática na nova República, tirada de um dos debates entre presidenciáveis que marcaram das eleições de 1989, o emergente Afif Domingos perguntou a Mario Covas com qual das caras ele se apresentaria naquele pleito – se a do “marxista” que defendeu direitos sociais na Constituinte ou do “traidor”, eleito Senador pelo PMDB e depois, como candidato a presidente, crítico do plano Cruzado.

Covas respondeu a Afif que julgava ter apenas uma cara, mas que se tivesse muitas, todas elas teriam vergonha.

Se ainda estivesse vivo, Covas talvez custasse acreditar. Mas seis eleições depois, a mesma opinião pública que o aplaudiu no embate com Afif seria formada (sic) por veículos e figuras operando na linha oposta à que ele então enalteceu: com muitas caras, nenhuma das quais parece ter vergonha.

*É graduado pela USP e mestre pela UnB em Direito e PhD em Direito, Política e Sociedade na Northeastern University (EUA).

Fonte: Carta Maior

PCdoB maranhense começa a discutir projeto eleitoral para 2016

Egberto Magno aponta para a necessidade da unidade do campo político que apoiou Flávio governador para imprimir mais uma derrota aos últimos remanescentes da Oligarquia Sarney, em 2016. 
A manutenção da unidade dos partidos e forças políticas que compõem o governo Flávio Dino vai ser buscada pelo PCdoB no Maranhão nas eleições municipais do ano que vem. Esta foi a principal discussão que pautou a reunião da Executiva estadual do partido, no último final de semana. Passados os festejos de carnaval, os comunistas iniciaram o debate para a definição de uma linha que oriente o partido em todos os municípios com vistas à construção de candidaturas e alianças para a eleição de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. 

O objetivo central do PCdoB em 2016 será garantir que as forças que derrotaram o grupo da ex-governadora Roseana Sarney e de seu pai, José Sarney, possam vencer as eleições em grande parte dos municípios do estado. “É preciso dar capilaridade ao projeto político liderado por Flávio Dino, e isto passa, também, pela eleição de uma quantidade grande de aliados para prefeituras dos municípios”, disse Egberto Magno, vice-presidente estadual do PCdoB.

O PCdoB pretende que, em cada município, seja escolhido o candidato ou candidata que reúna as melhores condições de vitória. Ou seja, sendo de partido da base de sustentação, quem pretender ser candidato tem legitimidade, mas deve contar com o apoio dos demais partidos. “Essa construção se dará nos municípios com base nas orientações da direção estadual, que coordenará essa discussão. Porém, isto somente será definido após outubro, quando terminar o prazo de filiação para candidaturas”, disse o dirigente.   

A executiva do PCdoB apontou para a criação de um Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) que centralizará o mapeamento e levantamento de dados sobre as condições de disputa nos 217 municípios do estado. O GTE terá a incumbência de sistematizar as informações municipais, municiando a direção estadual na definição das candidaturas e alianças nos municípios. “O PCdoB é contra o exclusivismo. Onde tiver em melhores condições, terá candidato; onde outro nome, de outro partido da base aliada reunir melhores condições, nós apoiaremos com muita honra. Para ter nosso apoio não é necessário que seja do PCdoB”, concluiu Egberto Magno. 

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) a ser constituído também terá a responsabilidade de analisar os pedidos de filiação para candidaturas, submetendo suas opiniões à direção estadual, instância partidária que tomará as decisões definitivas. 

Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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22 de fev de 2015

Colégio Pinheirense rumo ao futuro: Profº Ubirajara assume a sua direção e conta com o nosso apoio e engajamento

"Recebendo em casa o novo diretor do Colegio Pinhrirense prof Ubirajara junto com Luis Palavra. A pauta da reuniao: revitalizacao da nossa eterna escola. NOVIDADES BOAS..."
Recebendo em casa o novo diretor do Colégio Pinheirense prof Ubirajara junto com Luis Palavra. A pauta da reunião: revitalização da nossa eterna escola. NOVIDADES BOAS...
Definimos a elaboração dos seguintes projetos:

1- Revalidação do convênio entre a Secretaria de Educação do Estado as creches do Pe.Risso, que atende mais de 1000 crianças;
2- Solicitação junto à Secretaria de Educação do Estado 1000 bolsas para estudantes carentes do Colégio Pinheirense;
3- Solicitação de apoio junto a Secretaria de Esporte do Estado para o 1º Jogos Escolares Pinheirenses;
4- Solicitação de apoio junto à Secretaria de Ciência e Tecnologia a primeira Olimpíadas de Ciências da Baixada Maranhense;
5- Solicitação de apoio junto à Secretaria de Educação do Estado para o Programa de Extensão do Colégio Pinheirense " ANALFABETISMO ZERO EM PINHEIRO";
6-Fundação da Faculdade Pinheirense;
7-Solicitação de apoio junto às Secretarias de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente do Estado para o projeto de monitoramento da qualidade da água do rio Pericumã, assim como o desenvolvimento de ações preventivas contra a sua poluição;
8-Solicitação junto à Secretaria de Educação de 1000 carteiras escolares, equipamentos musicais para a banda da escola, computadores para o laboratório de informática  e convênio para a reforma do nosso auditório;
9-Solicitação junto ao Ministério da Comunicação de uma rádio FM para o Colégio Pinheirense;
10- Solicitação de antena, transmissor de 5kg, novos equipamentos, veículo para reportagem e elaboração de uma nova programação para a TV Vida;
11-Solicitação junto à Secretaria de Ciência e Tecnologia para a implantação de um observatório estrelar e um pequeno planetário, na praça Frei José- antiga praça José Sarney, como parte do projeto 'NÃO ESTAMOS SÓIS NO MUNDO";
12-Solicitação de um ônibus biblioteca junto à Secretaria de Educação do Estado para a efetivação do projeto " QUEM LER SE LIBERTA E VOA COM SEUS PRÓPRIOS PÉS"
13- Elaboração do projeto 'O MARANHÃO E BRASIL ABRAÇAM O COLÉGIO PINHEIRENSE'- Evento final de Julho 2015 com lançamento de livro e construção de um documentário sobre o colégio.  

Trilhos da Ferrovia Norte-Sul estão prontos para entrar em operação

A Ferrovia Norte-Sul está prestes a entrar em operação. Os testes nos trilhos do trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) revelaram que esse percurso já está adequado para a circulação dos trens. A inspeção foi realizada por uma empresa especializada, conforme prevê a determinação do Ministério dos Transportes.



A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também auxiliou nas análises. 

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também auxiliou nas análises. 



Uma série de testes que vão desde a verificação visual e inspeção por ultrassom até ensaios laboratoriais de massa, dimensional, dureza, tração e alongamento. Segundo a empresa Valec, responsável pela obra, todos os lotes analisados estão de acordo com o esperado pelo tipo de material e aplicação e não haverá comprometimento à segurança e à vida útil dos trilhos.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também auxiliou nas análises, constatando que os trilhos TR-57 adquiridos pela Valec atendem tecnicamente à demanda de tráfego da ferrovia.



Do Portal do PAC via Portal Vermelho.
Enviado por Eri Santos Castro.
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Carta aberta ao governador Flávio Dino, por Flávio Braga


Senhor governador, a Baixada Maranhense é uma microrregião de 20 mil  quilômetros quadrados, composta por 21 municípios e habitada por mais de 500.000 habitantes. Na estação chuvosa, a Baixada se transforma em uma  imensa planície alagada, que forma o majestoso Pantanal Maranhense, com toda a sua diversidade de fauna e de flora que ornamentam os seus campos naturais. É um santuário ecológico de rara beleza onde a paisagem muda de acordo com a época do ano. É uma região vocacionada ao ecoturismo sustentável.
Encravada às margens do Golfão Maranhense e ostentando diferentes ecossistemas e características bem peculiares, a Baixada Maranhense é banhada pelos rios Aurá, Maracu, Mearim, Pericumã, Pindaré e Turi, reunindo um dos maiores e mais belos conjuntos de lagos e lagoas do mundo, onde está situado o mais extenso refúgio de aves aquáticas da região Nordeste. A Baixada Maranhense foi transformada em Área de Proteção Ambiental (APA), por meio do Decreto Estadual nº 11.900, de 11 de junho de 1991, em face da sua importância ecológica, especialmente para as numerosas espécies de aves migratórias, que utilizam a região como ponto de descanso, alimentação e reprodução.
Além do maior conjunto de bacias lacustres do Nordeste, onde se destacam os lagos Aquiri, Cajari, Capivari, Coqueiro, Formoso, Itans, Lontra, Maraçumé e Viana, a região possui extensos manguezais e babaçuais. O complexo de lagos da Baixada constitui uma região ecológica de destacada importância no Estado do Maranhão, não só como potencial hídrico, mas pela importância socioeconômica que representa para as comunidades rurais, tendo em vista a intensa atividade de pesca artesanal que alimenta a população dos municípios baixadeiros, bem como parte da Capital do Estado.
Malgrado os seus encantos e belezas naturais (que a tornam potencialmente rica), a Baixada tem sido desprezada pelos sucessivos governos estaduais. Temos a população mais pobre do Estado, que sobrevive basicamente dos programas de transferência de renda e da pequena agricultura rudimentar. Na época da estiagem (outubro a janeiro), o cenário de extrema miséria desperta piedade em qualquer pessoa. Nesse contexto, políticas públicas destinadas à melhoria da qualidade de vida do campesinato baixadeiro se tornaram inadiáveis e merecem ingressar na agenda da gestão progressista do camarada Flávio Dino.
À guisa de contribuição, sugerimos algumas obras emergenciais e estruturantes  que produzirão benefícios imediatos à sofrida população baixadeira: apoio à construção dos diques da Baixada, recuperação da barragem do Rio Pericumã em Pinheiro, pavimentação da estrada de Pedro do Rosário ao povoado Cocalinho em Zé Doca, construção da ponte sobre o rio Pericumã ligando Bequimão ao litoral ocidental do Estado, construção das vicinais de campo para represar água em fundos de enseadas, construção da barragem do rio Maracu em Cajari, pavimentação da estrada de escoamento do pescado de Itans a Matinha, reconstrução da barragem da Maria Rita (beneficiando os municípios de São Bento, Palmeirândia Peri-Mirim e Bequimão), implantação do pólo turístico da Região dos Lagos e reconstrução da barragem do Félix entre Bequimão e Peri-Mirim. Governador, a Baixada espera a sua ajuda. Forte abraço e votos de muito sucesso.

20 de fev de 2015

Bomba, bomba, bomba- Inquérito sobre agiotagem é reaberto e mais de 40 prefeituras são investigadas

Mais de 40 prefeituras do Maranhão já estão sendo investigadas com a abertura do inquérito sobre os crimes de agiotagem no Estado. O reinício dos trabalhos foi anunciado pela Secretaria de Segurança Pública.
Essa prática é uma ameaça constante à administração pública e também privada que acaba culminando em outros crimes como a pistolagem.
Para o Delegado Geral Augusto Barros a prática da agiotagem é uma ameaça constante
Para o Delegado Geral Augusto Barros a prática da agiotagem é uma ameaça constante
De acordo com o Delegado Geral de Polícia Civil, Augusto Barros, o esquema de agiotagem vinha sendo investigado por uma comissão composta por pessoas que assumiram cargos na nova gestão estadual e por isso precisou ser reformulada.
A nova comissão retomou os trabalhos que já estavam avançados e a recomposição da investigação sobre os crimes de agiotagem partiram de informações sobre o caso do jornalista Décio Sá, assassinado em 2012.
Ao todo 41 gestores e ex-gestores públicos estão na mira da Polícia Civil e Ministério Público. Oito deles já apresentaram elementos mais fortes e a qualquer momento poderá sair um mandado de prisão contra alguns dos investigados pela Polícia Judiciária envolvidos na máfia dos agiotas no interior.
As principais irregularidades encontradas são relacionadas a empresas fantasmas e de fachadas utilizadas para negociatas. Geralmente o agiota procura candidatos ou políticos com maior potencial e oferece  custeio de campanha. Em troca utiliza as empresas para fornecimento dos mais variados insumos às prefeituras.
Confira abaixo a lista com a relação das prefeituras investigadas:
Com blogue do Cardoso, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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