01/09/2014

Flávio Dino recebe apoio de ministro da presidenta Dilma, do deputado Edson Araújo e de pescadores e lança compromisso

 Pula-pula: Deputado Edson Araújo declara apoiou a Flávio Dino, diante do ministro do Trabalho do governo Dilma



O candidato Flávio Dino recebeu neste domingo o apoio de entidades e colônias de pescadores de todo o Maranhão. O coro que a plateia fez durante encontro com o candidato não deixou dúvidas: “Vamos votar em Flávio Dino, o governador do pescador”. No mesmo evento, ele também recebeu o apoio do deputado estadual Edson Araújo, candidato à reeleição.
Cerca de 300 mil maranhenses trabalham hoje na pesca. Apesar do grande número e da importância econômica que representam, os trabalhadores reclamam do descaso com a categoria.
Os pescadores lotaram o auditório do Hotel Rio Poty, em São Luís, para apoiar Flávio, que foi aplaudido diversas vezes. Representantes de 150 cidades compareceram.
O candidato firmou um compromisso com os trabalhadores: “Meu secretário de Estado da Pesca vai ser definido depois de conversas com as entidades e colônias dos pescadores. Vai ser um companheiro de vocês”. Flávio ressaltou a importância de ter no cargo alguém que conheça a realidade dos pescadores.
Flávio também afirmou que, se eleito, voltará a conversar com os trabalhadores da pesca para definir as prioridades.
Valorização da pesca
O evento foi organizado pelo deputado estadual Edson Araújo, cuja trajetória sempre esteve ligada aos pescadores. “Hoje o governo não dá valor à pesca. Com Flávio sabemos que as condições de vida vão melhorar. Não só para os pescadores, mas também para os filhos dos pescadores, com educação e outros serviços de qualidade.”
O candidato a deputado federal Julião Amin também esteve presente e ressaltou as políticas públicas que Flávio vai criar para melhorar o Estado. Ele também pediu que a população vote em Roberto Rocha para ter um senador em Brasília que defenda os trabalhadores e os pescadores.
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, também compareceu ao encontro e declarou forte apoio a Flávio Dino. Ele contou que andou pelo Maranhão e viu muita animação e vontade do povo de votar em Flávio. “Vamos manter a perseverança contra qualquer tipo de manobra para termos uma vitória contundente e espetacular”, disse o ministro.
Flávio agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância de votar em candidatos comprometidos com os pescadores e os trabalhadores em geral.

Saúde, a terceira carta eleitoral de Igor Lago


Saúde
(Em época de eleição, todos falam nela!)

Igor Lago 2345, deputado federal.
O assunto mais importante para todos nós é o da saúde. Sem esta, tudo, ou quase tudo, se torna irrelevante.Segundo recente pesquisa sobre o tema divulgada no 19/08/2014, 93% dos brasileiros estão insatisfeitos com os nossos serviços públicos e privados.

E não é para menos. Os nossos hospitais, unidades básicas e postos de saúde estão, em sua maioria, ruins, deteriorados, funcionando precariamente e sem condições de atender a demanda da população. Poucos são os que reúnem condições adequadas. Sem falar nas filas para marcação de consultas, exames, procedimentos e tratamentos que aumentam a cada ano. Quantos, nesse momento, esperam por um desses procedimentos nas filas que andam devagar!
E nos serviços suplementares, embora em melhores condições que os serviços públicos, a situação não é confortável.

Os profissionais públicos e privados mal valorizados com salários corroídos pela inflação trabalham excessivamente. Que o digam os enfermeiros e técnicos/auxiliares com as suas extenuantes cargas horárias!

Dentre várias situações uma é alarmante: a diminuição do número de leitos hospitalares nos últimos anos, algo em torno de 12.000 em todo o Brasil, apesar do crescimento da população.

Coincidentemente, a saúde é cada vez menos financiada pelo governo federal, o que compromete as receitas dos estados e municípios. Em 2002, o governo federal era responsável por 54% dos investimentos em saúde. Hoje, é responsável por apenas 44%. O governo federal não investe em saúde mais do que 4% do seu orçamento.

Além de mais recursos de fontes regulares, uma eficiente gestão do sistema faz-se necessária. E com maior rigor quanto ao uso do dinheiro público. Para isto, é preciso desaparelhar o estado tão aviltado pelos patrimonialistas e maus políticos de plantão.

Um deputado federal que tenha compromisso com a saúde tem por obrigação lutar por maiores recursos regulares para a saúde, tanto federais como estaduais;
pela valorização de seus profissionais com o estabelecimento de plano de carreiras para médicos, enfermeiros, técnicos e demais funcionários;
por leis que deixem as instituições do setor menos dependentes da política e melhor dirigidas por seus funcionários de carreira;
por políticas de saúde voltadas para a integração dos municípios em suas vocações por meio dos Consórcios Municipais de Saúde, etc.

Cabe-me lembrar que no Maranhão, o médico e ex-governador Jackson Lago, injustamente cassado, tinha a intenção de construir 5 grandes hospitais regionais (só teve tempo de construir o de Presidente Dutra; porém, antes de ser cassado, deixou o dinheiro depositado em contas das prefeituras de outras 4 cidades para a construção dos mesmos!) para atender às demandas crescentes de atendimento de urgência e emergências, além de cirurgias e tratamentos de média e alta complexidade.

É preciso retomar a construção dos mesmos e, ao mesmo tempo, atuar na atenção primária com investimentos vultosos no Programa Saúde da Família que progrediu muito pouco nos últimos anos.

Costumo dizer que o Programa Saúde da Família significa Mais Médicos, Mais Enfermeiros, Mais Técnicos e Mais Agentes de Saúde.

Recursos para a Saúde não representam gastos mas, sim, investimentos.

Jackson vive!
Igor Lago, Timon, 30/08/2014.

31/08/2014

Flach de São Luís vermelha, neste domingo (31)

via BlackBerry
São Luís avermelhou neste domingo (31). Agora no Bequimão, em carreata do 65.

Campanha de Edinho vai pra praia depois das 10h e a de Flávio 65 vai pros bairros e feiras desde das 7h

  1. Enquanto as atividades de campanha de Edinho Lobão, neste domingo, concentram-se nas praias de São Luís, depois das 10h, as de Flávio 65 são nas feiras e bairros, desde das 7 da manhã. Também pudera Edinho começa o dia só depois das 9.
     
    E tem mais, Iemajá não gosta de zoada! Só das ondas do mar.

Babilônia em Chamas: 13 ações do 65 neste domingo (31), em toda São Luís

URGENTE- Babilônia em Chamas neste domingo (31) em São Luís. 65 em todo canto da Cidade.
Atividades da Campanha de Flávio 65 e Roberto 400 na grande Ilha, neste domingo (31)


1-Caminhada liderada por Dutra no Maiobão, saída às 8h, em frente ao Farol da Educação;
2-Carreata na Área Itaqui-Bacanga, saída às 8h, na praça do Anjo;
3-Caminhada liderada por Talita na Raposa, saída às 10h, no Farol da Educação;
4-Caminhada em São José de Ribamar, saída às 8h, no largo da Igreja;
5-Caminhada e carreata liderada por Pavão Filho na Cidade Olímpica e Operária, saída às 10h, na Av. Principal;
6-Carreata Zona Rural liderada por Fauzi Baydou da Tribo de Jah e Miguelzinho, saída às 8h, no Parque da Jussara, no Maracanâ;
7-Caminhada na Cohab e Cohatrac liderada por Renato Dionísio, saída às 8h, no largo da Igreja do Cohatrac;
8-Caminhada no Coroadinho liderada por Chaguinha, saída às 8h, na feira;
9-Caminhada no Anil, liderada por Rose Sales, saída às 8h, na Feira;
10-Caminhada no São Francisco liderada per Armando, saída às 8h, na Feira;
11-Caminhada na vila Luizão liderada por Ivaldo Rodrigues, saída às 8h, na feira do Mangueirão;
12-Caminhada no João Paulo e Barreto liderada pelo profº Joan, saída às 8h, na feira;
13-Carreata na Cohama, Vinhais, Recanto, Ipase, Ipem e Bequimão liderada por Eri Castro, saída às 8h, Bar do Leo.

Pesquisa Data-M/Atos e Fatos: Flávio Dino amplia vantagem e agora tem 57,8% contra 23,1% de Edinho Lobão e Roberto Rocha consolida vitória para o Senado sobre Gastão

Flávio Dino amplia diferença sobre Edinho após início do horário eleitoral

Avante!

Após o início do horário eleitoral nas emissoras de rádio e televisão, o candidato da coligação Todos Pelo Maranhão, Flávio Dino, abriu 35 pontos de diferença sobre o segundo colocado. Flávio possui 57,8% das intenções de voto, contra 23,1% do candidato da família Sarney, Edinho Lobão. Dos demais candidatos, Zéluis Lago (PPL) pontuou 1%; Josivaldo (PCB) teve 0,9%; Pedrosa (PSOL), 0,4%; e Saulo Arcangeli (PSTU), 0,3%. Cerca de 10% pretendem votar em branco e nulo. Somente 6,4% dos eleitores estão indecisos.

A pesquisa Data-M foi divulgada pelo jornal Atos e Fatos e ouviu 1.500 pessoas, entre os dias 21 a 24 de agosto. A pesquisa foi registrada no TRE sob a inscrição 037/2014. A margem de erro do questionário é de 3 pontos para mais ou menos.

Na pesquisa espontânea – quando o eleitor é perguntado em quem vai votar, mas não é apresentado a ele o nome dos candidatos –, Flávio Dino pontua 42%. No mesmo sistema, Edinho Lobão tem 15%. Quando perguntado sobre quem o eleitor acha que vai ganhar, 59% dos eleitores responde que será Flávio

Já quando perguntado sobre em quem não votaria de forma alguma, 44% dos eleitores dizem rejeitar Edinho Lobão. Já 13% não votariam em Flávio Dino e 8% em Pedrosa.


Roberto Rocha lidera no Senado

Na pesquisa de intenção de votos para o Senado, o candidato da coligação Todos Pelo Maranhão também lidera. Roberto Rocha tem 29% das intenções de votos contra 20% de Gastão Vieira. Haroldo Sabóia, do PSOL, tem 5,6%; Marcos Silva (PSTU) tem 4%. Branco e nulo somam 24%.
Na campanha para o Senado, o campeão de rejeição também é o candidato da família Sarney, Gastão Vieira, com 17%. Ele é seguido por Saboia, com 11% e Rocha, com 9%.

Advogados fazem curso para fiscalizar eleições no Maranhão



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Cerca de 300 advogados de todo o Maranhão participaram de um curso neste sábado (30) para atuar na fiscalização das eleições de 5 de outubro. Todos eles se engajaram de forma voluntária para garantir a transparência da votação e da apuração.
O curso faz parte da Campanha Fiscalize Seu Voto, lançada pela Coligação Todos Pelo Maranhão para evitar fraudes. As inscrições estão aberta a eleitores e advogados que desejam ser fiscais. Uma página na internet está cadastrando os voluntários. Clique aqui para ver a página e se cadastrar.
Nas últimas eleições para governador, em 2010, houve fortes indícios de fraude. Clique aqui para conhecer as três grandes potenciais formas de fraude.
No curso deste sábado, o engenheiro Amílcar Brunazo Filho, especialista em urna eletrônica, deu detalhes sobre o processo de votação. “A fiscalização eleitoral é direito, não favor da Justiça Eleitoral”, afirmou.
Também será feito uma videoaula explicando os procedimentos para a fiscalização. A ideia é reunir milhares de fiscais em todos os cantos do Maranhão.

30/08/2014

OLÍVIO DUTRA: PT SE ACOMODOU EM TER PODER E CARGO

Ex-governador, Dutra disputa uma eleição após oito anos (Foto: Emilio Pedroso/UPPRS)
Candidato ao Senado pelo RS pede união de partidos de esquerda e diz que irá lutar por reformas profundas. Leia a entrevista com o ex-governador:

“Há necessidade de um bom debate sobre a reforma política, que eu não tenho ilusão que será do Congresso. Espero que o povo possa dar uma boa renovada, mesmo assim acho que não podemos nos iludir que seja uma reforma de lá para cá. Tem que ser uma de baixo para cima”.

O ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra (PT) disputa uma nova eleição após oito anos. Uma das vozes mais críticas dentro do PT, Olívio tem como principais rivais o ex-apresentador da RBS Lasier Martins (PDT) e Pedro Simon (PMDB), que entrou na disputa após Beto Albuquerque (PSB) tornar-se vice de Marina Silva na disputa à Presidência.

As principais plataformas de Olívio na disputa são a reforma fiscal, agrária, urbana e política, nenhuma delas concretizada pelo governo do seu partido nos últimos doze anos. Olívio disse que deve fazer o debate interno no PT e que não busca “conforto” em seu mandato. Segundo ele, o PT se acomodou, e agora deve buscar a união com partidos de esquerda.

Nesta semana, CartaCapital publicou entrevista com os candidatos ao governo do Sul Ana Amélia e Tarso Genro, além do candidato ao Senado Lasier Martins.

Leia abaixo trechos da entrevista com o candidato:

CartaCapital: Sua última eleição foi em 2006, quando foi derrotado pela Yeda Crusius (PSDB) na disputa ao governo estadual. O que o senhor fez neste período?

Olívio Dutra: Nunca parei de militar por um projeto coletivo. É um projeto do PT no que ele tem fundante, como um partido que não nasceu de cima para baixo, dos gabinetes. Tenho um compromisso com esse partido socialista e democrático, que não tem uma direção que impõe políticas. Nada é definitivo, por isso sempre estou militando, aprendendo e transmitindo as experiências que tive. Foi isto que fiz neste período, ocupado pela militância.

CC: O senhor acha que a militância vai além da disputa de cargos, então por que voltar à institucionalidade? Por que o senhor se tornou candidato?

OD: Porque a institucionalidade também é um espaço de disputa de projetos. Tinha um companheiro, o Adão Preto, filho de pequenos agricultores sem terra que foi eleito deputado estadual e umas três vezes federal. Ele nunca abdicou da sua relação com os movimentos sociais, especialmente os sem terras e os pequenos agricultores. Ele sempre é um exemplo para mim da ponte entre a institucionalidade e a não institucionalidade. A não institucionalidade é um espaço aberto onde o povo se organiza e não tem que submeter ou ser cooptado para dentro da máquina do Estado. No entanto, os movimentos sociais disputam espaço maior para seus projetos na institucionalidade.

Ele sempre dizia “um pé na luta e outro no parlamento”. Lá dentro, o espaço para nós, para os movimentos sociais, é um espaço minado pelos que compõe maioria na institucionalidade, onde predomina o poder econômico. No Senado, eu aceitei essa condição, não postulei, não reivindiquei, não queria ser. E agora eu sou de corpo inteiro, de corpo e alma nessa campanha.

(...)
CC: Uma particularidade da eleição no Rio Grande do Sul é que dois candidatos são ex-comentaristas da RBS. Ao que o senhor atribuiu esse fato no Estado?

OD: Acho que temos um problema sério no país para a consolidação da democracia, essa questão é a falta de um marco regulatório das empresas de mídia. Não estamos falando da liberdade de imprensa e expressão, mas de como se montam grupos que monopolizam regionalmente a produção da notícia. A Constituição tem de funcionar. E ela não é favorável a essa formação de monopólios que existem nesse país. Mas não é só aqui. O Congresso está cheio de gente originária dessa mina que é a grande mídia. Chegamos a ter presidentes da República donos de repetidoras da Globo. Vai ver em outros locais, está cheio de gente umbilicalmente ligado a essa visão monopolista da produção da notícia, onde a notícia é um produto que eles embalam de acordo com seu interesse. E o pior é que eles disfarçam a sua visão ideológica partidária, são eles que municiam a centro direita contra qualquer processo que consolide a democracia para ela ser efetivamente vivida pela população e não uma democracia embutida segundo o interesse dos mais poderosos.
 
 
Por Piero Locatelli — de Porto Alegre, no sítio web da revista Carta Capital, de 29/08/2014 (recomendada pelo velho companheiro Cláudio Langone do pampas gauchos).
Enviado por Eri Santos Castro.
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O ex-porta-voz do PRC Ozeas Duarte fala do livro que fez a sua cabeça e da presidenciável Marina Silva

 Participei em 1989, aos 21 anos de idade, do 3º Congresso do PRC-Partido Revolucionário Comunista, organização clandestina (Partido de Quadros) que atuava no interior do PT (Partido de Massas), como delegado da célula do Maranhão.  
Meu codinome era Euclides.

 Sobre construção partidária a tese vitoriosa foi a dissolução do partido, a sua desconstrução, defendida por José Genoino e Tarso Genro. 

Acompanhei a tese do economista mineiro Ronald Rocha, do então vereador de Belém Humberto Cunha e do saudoso ex-presidente da UNE Valmir Santos que defendíamos a  manutenção do PRC. Ozeas Duarte junto com a então vereadora do Rio Branco Marina Silva, esposa do companheiro Fábio Vaz de Lima, defenderam a tese de constituição de uma outra organização não leninista, que deveria se denominar ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA VICTOR SERGE. Conheça um pouco de Serge pelo farol de Ozeas. 

Nesse período surgiram duas tendências no interior do PT (partido de massa), a partir do PRC (partido de quadros) : a tendência marxista e a Nova Esquerda que depois deu origem à Democracia Radical e depois à 'Mensagem ao Partido', onde o governador  do RS Tarso Genro, a ex-governadora do Pará Ana Júlia Carepa, a ex-prefeita de São Paulo Luizianne Lins, o ex-governador do RS Olívio Dutra, os senadores Jorge Viana, Eduardo Suplicy, os ministros Eduardo Cardoso e Miguel Rossetto e tantos outros militamos.

Em pé, da esq. para a dir., Ariston Oliveira Lucena, Gilberto Luciano Beloque, Paulo de Tarso Vannuchi, José Genoino Neto e Manoel Cyrillo de Oliveira Netto; sentados, Ozeas Duarte de Oliveira, Aton Fon Filho, Reinaldo Morano Filho, Celso Antunes Horta e Hamilton Pereira da Silva. A foto foi tirada por Reynaldo Morano, pai do autor do texto, em 1975, no pátio do Presídio Político do Barro Branco, em São Paulo
Em pé, da esq. para a dir., Ariston Oliveira Lucena, Gilberto Luciano Beloque, Paulo de Tarso Vannuchi, José Genoino Neto e Manoel Cyrillo de Oliveira Netto; sentados, Ozeas Duarte de Oliveira, Aton Fon Filho, Reinaldo Morano Filho, Celso Antunes Horta e Hamilton Pereira da Silva. A foto, em 1975, no pátio do Presídio Político do Barro Branco, em São Paulo. Todos presos políticos por combater a  Ditadura Militar que Sarney era o presidente do partido da Ditadura.


No começo de 1992, a então deputada estadual Marina Silva desembarcava no aeroporto de Rio Branco ao lado do marido Fábio Vaz de Lima (E), do amigo e assessor Erlando Alves Melo (D), e dos filhos, Shalon, Danilo, Moara e Maiara. O grupo regressava de Santos, após Marina ter passado um período em tratamento de saúde na cidade. O PT decidiria entre Marina e Jorge Viana o sua candidatura a prefeito de o foi Rio Branco. Marina se curada seria ela a candidata. O candidato foi Jorge Viana e ganhou às eleições.

por Ozeas Duarte


Prefiro falar sobre um livro que "desfez" minha cabeça. Na época em que ingressei na política, Partido Comunista e esquerda eram expressões quase sinônimas. E cabeças leninistas são a prova do tempo. Não são livros quaisquer que as "desfazem".

A rigor, livros nem as atingem, só o martelar delas no granito da prática e do erro... Mas, já que devo falar de livro, que seja especial. Daqueles que ferem sem cura o espírito.

Livros "bons" não existem em abstrato. "Bons" são os livros que estamos preparados para ler, e precisamos ler. Talvez por isso Memórias de um Revolucionário, de Victor Serge, tenha me impactado tanto. Hoje, quem sabe seria diferente.

Há ali o testemunho de um personagem épico. Discorre sobre a história, de dentro dela. Desde os primeiros anos do século, filho de exilados anarquistas russos, até o segundo pós-guerra. Revoluções, levantes operários, repressões, guerras são a matéria da sua reflexão. Viva, crítica, palpitante.

Mas há, acima de tudo, observações notáveis sobre a Revolução Russa. A obra monumental de Trotski a respeito do tema é profícua na análise sociológica e do jogo de poder. A marca de Serge é a crítica humanística radical.
É texto do bom jornalista capaz de escrever belos romances. 

Os atores sociais, convertidos em personagens, são observados pelo olhar penetrante de quem perscruta a alma, não interesses nem cálculos estratégicos. Resulta um livro que aniquila qualquer razão otimista, quer repouse sobre a crença numa vanguarda, quer sobre apostas no "instinto revolucionário das massas".
Não que seja uma obra sem esperanças. Muito ao contrário, ela corrói, isto sim, a racionalidade mítica, ilusória, falsa e... totalitária. Mas ergue um motivo grandioso para se lutar. Um ideal de emancipação humana verdadeiro, desinteressado, profundo, que a percorre da primeira à última página. É criação de humanista militante, não de um político.

Duas passagens ilustram esse espírito, capaz de conferir uma tremenda força moral a cada frase, cada palavra. A primeira refere-se ao momento em que Serge, anarquista convicto, decide voltar para a Rússia, depois de 1917: "Eu tomara meu partido, não seria neutro e nem contra os bolcheviques, ficaria com eles, mas livremente, sem abdicar do pensamento nem do senso crítico. As carreiras governamentais eram de fácil acesso para mim, decidi evitá-las e até evitar, na medida do possível, as funções que implicavam o exercício da autoridade: outros aí se deleitavam de tal forma que julguei permitida essa minha atitude, evidentemente errônea."

O exercício do "senso crítico" iria custar a Victor Serge vários anos de Sibéria, naturalmente. Mas nem assim seu antibolchevismo será associado ao mais leve sinal de espírito renegado. Em 1941, a caminho do exílio mexicano, a Rússia sob ataque nazista, ele anotou: "Entre esses homens - os perseguidos da oposição - os que sobrevivem, se hoje pudessem lutar pelo povo russo, pelas fábricas que o povo russo construiu com seu suor e seu sangue, pelas velhas bandeiras vermelhas dos guerrilheiros do Ural e dos proletários de Petrogrado... esses homens, acorrentados há mais de dez anos, lutariam com todo consentimento. E, saído das mesmas prisões, este que escreve essas linhas lutaria como eles. Pois a salvação do povo russo e de sua obra revolucionária é hoje essencial para a salvação do mundo."

Serge morreu em 1947, como nascera, exilado. Pobre e no ostracismo. Poderíamos concluir, afoitamente: "foi um derrotado...". Mas depois de tudo o que vimos desde então, na URSS e no Ocidente, esta afirmação soaria no mínimo temerária. Ele está entre aqueles que anteciparam uma idéia fundamental e atualíssima - a idéia de que a emancipação humana só se torna possível como realização da democracia.
Isto, dito da forma como foi dito, atuou como poderoso dissolvente sobre o meu leninismo claudicante ...
Aproveito para sugerir à Companhia das Letras a reedição deste livro imprescindível. Não é produto de ocasião. Para uma obra dessas haverá sempre novas gerações de leitores.



 * Ozeas Duarte foi Porta-Voz do PRC-Partido Revolucionário Comunista, organização clandestina que atuava no interior do PT, na década de 80 e início de 90. Figuras públicas como o ex-presidente do PT José Genoino, o atual governador do RS Tarso Genro, o cientista político Aldo Fornazieri, o líder do PT na Câmara e vice-presidente do PT José Guimarães, o sociólogo e atual assessor político da presidência do PT Francisco Campos, o saudoso Chico Mendes, o cientista político e marqueteiro de Flávio Dino Juliano Corbelline e a candidata a presidenta Marina Silva cerraram fileiras no PRC  é membro Diretório Nacional do PT.

Babilônia em chamas: No PT está tudo dominado: Genilson de São Mateus, Uerly de Timom, Américo de Coelho Neto e o deputado Zé Carlos em caminhada com Dilma 13 e Flávio 65


 Durante gigantesca caminhada de lançamento da nossa campanha eleitoral, realizada no dia 24/08/2014, em Coelho Neto, o candidato a governador Flávio Dino 65, na presença de uma multidão, declarou que desde o ano 2006 namorava politicamente com Américo de Sousa, 13111, deputado estadual e que estava feliz pelo nosso casamento político. 

Até aí tudo bem, o que não sabia era que Lobão Filho que também me cortejou politicamente até meados de julho deste ano, ficou tão enciumado que resolveu me perseguir ordenando a retirada de nosso programa eleitoral do horário político gratuito na última quarta-feira, cometendo uma verdadeira ingerência na direção do PT do Maranhão.
 

Já estou tomando as devidas providências para que nosso programa eleitoral volte a veicular normalmente conforme legislação eleitoral, pois o horário político gratuito do PT para deputado estadual não pertence a Lobão Filho, nem tampouco à família Sarney, o tempo de rádio e TV da campanha de deputado estadual do PT pertence exclusivamente aos candidatos do PT.
 

Outra questão que quero deixar bem claro é que em 2010 atendendo a pedido do campo majoritário do PT do Maranhão apoiamos Roseana Sarney para fazer o melhor governo de sua vida, porém, o que ela fez foi o pior governo da vida do povo maranhense. E como tem aquele ditado que diz que errar é humano, mas permanecer no erro é burrice, não adianta as perseguições de Lobão Filho ou de quem quer que seja, por respeito à coletividade e às nossas próprias consciências, não votaremos em Lobão Filho nem amarrados, nosso candidato a governador é Flávio Dino 65, a maioria dos petistas maranhenses, também, votam assim.
 

Peço a todas as lideranças do PT do Maranhão para se dedicarem à campanha da Dilma 13, ajudem a divulgar nossos candidatos a deputados estadual e federal e que passem a apoiar Flávio Dino 65, vamos colocar os interesses coletivos acima de interesses de grupos, o povo do Maranhão não aguenta mais viver nesse estado de pobreza absoluta por conta desse grupo Lobão/Sarney que a cada dia piora os indicadores sociais do nosso Estado.