5 de fev de 2016

Lygia Fagundes Telles é indicada ao Nobel de Literatura

lygia
A União Brasileira de Escritores (UBE) encaminhou hoje à Academia Sueca a indicação de Lygia Fagundes Telles para o Prêmio Nobel de Literatura deste ano. Para Durval de Noronha Goyos, presidente da instituição, “Lygia é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção é inquestionável”. O nome da autora foi escolhido de forma unânime pelos diretores da UBE.
Lygia Fagundes Telles está com 92 anos, vive em São Paulo e já venceu prêmios de grande importância no cenário literário, como o Camões de 2005 e os Jabutis de 1966, 1974 e 2001. Na sua obra, que já foi traduzida para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco e tcheco, destacam-se livros como os romances “Ciranda de Pedra” e “As Meninas” e a coletânea de contos “Invenção e Memória”.
Nunca nenhum brasileiro venceu o Nobel de Literatura, ainda que outros autores nacionais já tenham sido indicados à Academia Sueca ou tiveram seus nomes sondados para receber o prêmio, como Ariano Suassuna, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar. Em sua última edição, em 2015, a honraria foi para a bielorrussa Svetlana Alexijevich.
Com Uol Notícias.
Enviado por Eri Santos Castro.
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4 de fev de 2016

As abelhas estão desaparecendo e com elas os alimentos!

As abelhas estão desaparecendo. Essas verdadeiras operárias, responsáveis por quase um terço do que comemos, estão sendo envenenadas por pesticidas seis mil vezes mais tóxicos do que o temido, e proibido, DDT! 

Agora os EUA podem finalmente proibir um dos venenos mais nocivos às abelhas, o que poderia causar um efeito dominó no resto do mundo. Porém, o lobby dos pesticidas fará de tudo para impedir que isso aconteça, e mais do que nunca precisamos de forte respaldo popular. 

Manifeste-se a favor das abelhas!

Liderança de alta plumagem do PSDB enterra pauta do impeachment.

Uma das principais lideranças do PSDB, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, pulou definitivamente fora da canoa do impeachment – a pauta única do senador Aécio Neves (PSDB-MG); "Alguém quer criticar o governo, critique o governo, alguém quer elogiar o governo, elogie o governo, mas precisamos sair dessa pauta do impeachment, que paralisa o País, o Congresso e qualquer força criadora que nós possamos ter", disse; Virgílio participou do anúncio do novo ciclo do Plano de Ações Articuladas (PAR) para as escolas da região com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que também mandou recados importantes: "a oposição não pode querer o 'quanto pior, melhor', nem ficar com essa atitude revanchista em relação ao passado, em relação à eleição. Acabou a eleição, o Brasil continua."
Com Brasil 247.

1 de fev de 2016

Globo declara Guerra ATÔMICA contra Lula


Eri Castro
de outro, um presidente que terminou seu mandato com 80% de aprovação; quem vencerá?
Com Brasil 247.

Depois de 50 anos: o filho e o neto

Com Francisco Gonçalves.

50 anos depois, apenas duas lideranças políticas parabenizaram Sarney no caderno especial publicado pelo jornal O Estado Maranhão, neste domingo: o filho e o neto. Depois de quase 50 anos no controle do governo estadual, a família Sarney deixou um legado representativo da perversidade das elites: desenvolvimento predatório e concentração de renda. Ao final do quarto mandato de Roseana Sarney, o Maranhão reunia os piores indicadores de desenvolvimento humano do país. Contrariado pelas críticas, Sarney chegou a contestar o indicador de renda familiar e a defender o PIB como único critério válido de aferição de desenvolvimento, sem levar em conta a distribuição de renda e a qualidade de vida das pessoas. Ao longo das últimas cinco décadas, o Maranhão viveu o ciclo de concentração de renda e poder, o que levou a maioria dos maranhenses, em 2014, a mandar um recado: era hora de acabar governo de pai para filha, de filho para neto.

Um artigo pra CNB do PT ler: Lula acreditou na conciliação de classes. Filhos do Roberto Marinho, não

O suspeitíssimo iate do Lula: segundo a Folha, R$ 5 mil reais em valores “atualizados”. Rsrsrs
Jornal Pessoal Eri Castro: "E também o arivismo leva ao decesso. 
A cada novo meio se objetiva um novo fim. Os meios e os fins estão interlaçados." 
De 15 para 16 de setembro de 2006. Uma equipe da Polícia Federal prende “aloprados” do PT com dinheiro vivo em um motel de São Paulo. Eles supostamente tentavam comprar um dossiê contra José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo.
O jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr. diz que foi uma ação de contra-inteligência. Algo comum nos bastidores de campanha. Você joga uma isca, a campanha adversária morde e, além de posar de vítima, você tem um argumento para tentar “virar” a eleição de última hora.
Estávamos, então, na reta final da campanha de 2006. Lula candidato à reeleição, Geraldo Alckmin encabeçando a chapa tucana. A TV Globo de São Paulo despachou uma equipe para cobrir a chegada dos “aloprados” presos à sede da PF em São Paulo.
Ao chegar, o repórter da Globo notou que tinha companhia: a primeira equipe de TV no local era da produtora a serviço de Alckmin. Curioso, não? Será que a campanha de Alckmin foi a primeira a saber das prisões, antes mesmo que a Globo?
O fato é que deu certo. Alckmin usou o episódio na reta final. Conseguiu levar a eleição para o segundo turno. A mídia explorou o episódio diuturnamente, colocando o PT na defensiva.
O delegado Edmilson Bruno, da PF, deu o toque derradeiro: vazou as fotos do dinheiro apreendido na antevéspera do primeiro turno.
A eleição foi disputada com o presidente da República retratado com um capuz na primeira página da Folha e doEstadão, logo abaixo das fotos do dinheiro dos aloprados. Uma forma pouco sutil dos Frias e Mesquita de dizer que Lula era bandido.
Eu já havia narrado anteriormente que, como repórter do Jornal Nacional, testemunhei pessoalmente o esquema pelo qual os barões da mídia fazem avançar seus interesses políticos e econômicos: a famosa repercussão da capa da Veja.
Ela sai na sexta, no sábado ganha espaço no Jornal Nacional com reprodução acrítica, ou seja, sem que as informações sejam checadas de forma independente. No domingo é publicada na Folha, no Estadão e em O Globo. E, assim, o assunto ganha pernas
Nos últimos dias vimos a reprise.
Primeiro, a capa da revista Veja:A Hora da Verdade, anunciando o enterro de Lula a partir de pré-julgamento de um promotor paulista.
Em seguida, mais uma etapa da Operação Lava Jato, batizada pela PF de Triplo X.
Jornal Nacional mergulha no assunto. Folha eEstadão repercutem e trazem “novidades”.
Folha, requentando a Veja, fala na reforma de um sítio supostamente bancada pela Odebrechet. Acha um barco de alumínio que “liga” Lula ao sítio.
É tudo assim, na base da presunção: Lula seria o dono oculto do triplex reformado pela OAS e seria o dono oculto do sítio por ter deixado lá, com nota fiscal e tudo, um barco de alumínio. O ex-presidente nega ter recebido favores de empreiteiras.
Esta presunção de culpa é reservada a Lula e aos inimigos políticos; o mesmo não se dá com FHC, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin…
Como sempre denunciamos, desde 2006, dois pesos, duas medidas.
Um distorção que tem consequências políticas óbvias.
Tudo se parece com 1989, quando Lula concorreu ao Planalto pela primeira vez contra Fernando Collor. Este o acusou, então, de ser dono de um luxuoso aparelho de som três em um, supostamente incompatível com a renda do operário do ABC. Era uma forma de retratar Lula como traidor de classe.
A tática, agora, é a mesma. Lula se diz defensor dos pobres mas enriqueceu no Planalto, gritam as manchetes. Tanto, que ia desfrutar de um luxuoso triplex no Guarujá. E ganhou churrasqueira nova para seus fins-de-semana de pesca num sítio em Atibaia.
Não é preciso esperar pelos desdobramentos das investigações. Pelo devido processo legal. Isso é acessório. O importante, calcula a oposição, é gerar a espuma que corroa ainda mais a imagem de Lula.
O objetivo é queimá-lo com o que restou de seu eleitorado, especialmente no Nordeste.”Ele arranjou uma boquinhas enquanto estava no Planalto”, anunciam nas manchetes os barões midiáticos.
As acusações sobre o triplex e o sítio acontecem num momento em que a opinião pública já está saturada de denúncias de corrupção. Caem, portanto, em solo fértil. O ódio contra o PT e petistas chegou aos grotões. Faz tempo. Prova disso é que milhões de brasileiros acreditam que um dos filhos do Lula é dono da Friboi — e isso a partir de mentira disseminada nas redes sociais.
Lula governou para os ricos, mas reservou algumas migalhas para os pobres. Um luxo que o Brasil, na visão da elite neoliberal, só podia sustentar enquanto estava crescendo. Na crise, Lula se tornou um estorvo ainda maior. Para enfraquecê-lo, pensando em 2018, é preciso tomar do PT a Prefeitura de São Paulo. É disso que se trata, agora: solapar as bases de uma nova candidatura do Lula carimbando o principal cabo eleitoral de Fernando Haddad: corrupto.
Ouvi, do senador Roberto Requião, a seguinte história, que o Renato Rovai reproduziu em seu blog:
Segundo ele[Requião], no primeiro mandato de Lula, quando era governador, foi ao encontro do presidente e lhe contou o que havia feito na comunicação do Paraná, onde acabou com a verba publicitária e investiu todos os recursos na TV Educativa local. Lula teria se animado com o que ouviu e pediu-lhe que conversasse com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Requião foi ao quarto andar do Palácio e enquanto contava ao ex-ministro sobre o quanto a TV Educativa estava sendo importante para o governo, Zé Dirceu teria lhe interrompido e dito: “Requião, mas o governo também tem uma TV”. Isso aconteceu antes da criação da TV Brasil, que se deu no segundo mandato de Lula. Requião teria ficado surpreso e perguntou: “Mas que TV, Zé?”. Ao que o então ministro respondeu: “A Globo, Requião.”
José Dirceu e Lula chegaram ao poder apostando tudo na conciliação de classes. Experimentam, agora, o poder da guerra de classes movida pelos barões da mídia. Você pode até esquecer que nasceu pobre, foi do pau-de-arara ao Planalto, dividiu a mesa e serviu aos ricaços. Mas quem está “por cima” não esquece nunca…

Nos últimos dias vimos a reprise.
Primeiro, a capa da revista Veja:A Hora da Verdade, anunciando o enterro de Lula a partir de pré-julgamento de um promotor paulista.
Em seguida, mais uma etapa da Operação Lava Jato, batizada pela PF de Triplo X.
Jornal Nacional mergulha no assunto. Folha eEstadão repercutem e trazem “novidades”.
Folha, requentando a Veja, fala na reforma de um sítio supostamente bancada pela Odebrechet. Acha um barco de alumínio que “liga” Lula ao sítio.
É tudo assim, na base da presunção: Lula seria o dono oculto do triplex reformado pela OAS e seria o dono oculto do sítio por ter deixado lá, com nota fiscal e tudo, um barco de alumínio. O ex-presidente nega ter recebido favores de empreiteiras.
Esta presunção de culpa é reservada a Lula e aos inimigos políticos; o mesmo não se dá com FHC, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin…
Como sempre denunciamos, desde 2006, dois pesos, duas medidas.
Um distorção que tem consequências políticas óbvias.
Tudo se parece com 1989, quando Lula concorreu ao Planalto pela primeira vez contra Fernando Collor. Este o acusou, então, de ser dono de um luxuoso aparelho de som três em um, supostamente incompatível com a renda do operário do ABC. Era uma forma de retratar Lula como traidor de classe.
A tática, agora, é a mesma. Lula se diz defensor dos pobres mas enriqueceu no Planalto, gritam as manchetes. Tanto, que ia desfrutar de um luxuoso triplex no Guarujá. E ganhou churrasqueira nova para seus fins-de-semana de pesca num sítio em Atibaia.
Não é preciso esperar pelos desdobramentos das investigações. Pelo devido processo legal. Isso é acessório. O importante, calcula a oposição, é gerar a espuma que corroa ainda mais a imagem de Lula.
O objetivo é queimá-lo com o que restou de seu eleitorado, especialmente no Nordeste.”Ele arranjou uma boquinhas enquanto estava no Planalto”, anunciam nas manchetes os barões midiáticos.
As acusações sobre o triplex e o sítio acontecem num momento em que a opinião pública já está saturada de denúncias de corrupção. Caem, portanto, em solo fértil. O ódio contra o PT e petistas chegou aos grotões. Faz tempo. Prova disso é que milhões de brasileiros acreditam que um dos filhos do Lula é dono da Friboi — e isso a partir de mentira disseminada nas redes sociais.
Lula governou para os ricos, mas reservou algumas migalhas para os pobres. Um luxo que o Brasil, na visão da elite neoliberal, só podia sustentar enquanto estava crescendo. Na crise, Lula se tornou um estorvo ainda maior. Para enfraquecê-lo, pensando em 2018, é preciso tomar do PT a Prefeitura de São Paulo. É disso que se trata, agora: solapar as bases de uma nova candidatura do Lula carimbando o principal cabo eleitoral de Fernando Haddad: corrupto.
Ouvi, do senador Roberto Requião, a seguinte história, que o Renato Rovai reproduziu em seu blog:
Segundo ele[Requião], no primeiro mandato de Lula, quando era governador, foi ao encontro do presidente e lhe contou o que havia feito na comunicação do Paraná, onde acabou com a verba publicitária e investiu todos os recursos na TV Educativa local. Lula teria se animado com o que ouviu e pediu-lhe que conversasse com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Requião foi ao quarto andar do Palácio e enquanto contava ao ex-ministro sobre o quanto a TV Educativa estava sendo importante para o governo, Zé Dirceu teria lhe interrompido e dito: “Requião, mas o governo também tem uma TV”. Isso aconteceu antes da criação da TV Brasil, que se deu no segundo mandato de Lula. Requião teria ficado surpreso e perguntou: “Mas que TV, Zé?”. Ao que o então ministro respondeu: “A Globo, Requião.”
José Dirceu e Lula chegaram ao poder apostando tudo na conciliação de classes. Experimentam, agora, o poder da guerra de classes movida pelos barões da mídia. Você pode até esquecer que nasceu pobre, foi do pau-de-arara ao Planalto, dividiu a mesa e serviu aos ricaços. Mas quem está “por cima” não esquece nunca…
Por Luiz Carlos Azenha.
Enviado por Eri Santos Castro.
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30 de jan de 2016

URGENTE: PT estoura esquema Moro-PSDB

Do Fato Online via Conversa Fiada:

Governo e PT já têm convicção de que Moro e auxiliares estão alinhados com oposição

Ex-presidente Lula convenceu Dilma e até o ministro da Justiça de que os movimentos do chamado "Grupo do Paraná" de procuradores e delegados são estrategicamente alinhados com a oposição ao PT e ao governo.
 
Tales Faria

Já é convicção na cúpula do PT e no governo que procuradores no Paraná, delegados da Polícia Federal e até o juiz Sérgio Moro estão alinhados com os partidos de oposição, especialmente o PSDB.

Essa análise tornou-se consensual depois da Operação Triplo X, que tem como alvo o condomínio no Guarujá (SP), em que o ex-presidente Lula seria proprietário de um triplex. O nome da operação foi considerado por Lula uma verdadeira provocação. 

Lula, como se sabe, argumentou em nota que nunca foi proprietário do triplex, mas de uma cota do condomínio que lhe permitiria exercer o direito de compra, o que não se efetivou.

Mas as suspeitas do ex-presidente são anteriores a essa operação. 

O ex-presidente já havia dito à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de suas suspeitas de que o "Grupo do Paraná" - que é como delegados e procuradores comandados pelo juiz Moro são chamados - havia passado a trabalhar com uma estratégia política nas suas investigações.

Em suas conversas com Dilma, Cardozo e outros interlocutores, Lula tem dito que o Grupo do Paraná tem claramente uma estratégia de vazamento de informações, associada a momentos políticos e uso da mídia como antecipação de operações.

A diferença agora é que sua opinião tornou-se consenso entre os petistas.

Até mesmo o ministro José Eduardo Cardozo, que internamente vinha se opondo às avaliações de que haveria um movimento programado do Grupo do Paraná, já deu o braço a torcer.

Cardozo ficou especialmente convencido na virada do ano, quando policiais federais divulgaram que os cortes de verbas na PF atingiriam a Operação Lava Jato e que teria havido até ajuda financeira da Justiça do Paraná à PF - leia-se Sérgio Moro - para pagar a conta de luz da Superintendência.

No Palácio do Planalto, a luz vermelha contra o Grupo do Paraná acendeu-se com o vazamento de citações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, na Operação Lava-Jato.

O vazamento ocorreu exatamente no momento em que Wagner havia crescido como negociador do governo junto ao Congresso e ao empresariado, esfriando as articulações pró-impeachment. Desde então, ele viu-se obrigado a sair um pouco de cena.

Essa convicção da cúpula petista - incluindo o ex-presidente Lula - e da cúpula do governo, incluindo a presidente Dilma, tem boas chances de se transformar em alguma atitude contra o chamado Grupo do Paraná.

Mas não se sabe ainda o que fazer, na medida em que o juiz Sérgio Moro e seus auxiliares estão fortalecidos pela mídia e pela opinião pública.

29 de jan de 2016

Vila Nova homenageia Manuel da Conceição. Manuel da Conceição homenageia Vila Nova

-0:41
 
Tarde cultural no MPC em homenagem a Manuel da Conceição, reencontro e muitas recordações.

Maranhão recebe arquivos digitalizados do Serviço Nacional de Informação


O Maranhão recebeu, nesta quarta-feira (27), arquivos digitalizados do Serviço Nacional de Informação (SNI). A documentação, entregue ao Arquivo Público do Estado do Maranhão (Apem) pelo professor doutor Grimaldo Carneiro Zachariades, contém informações sobre o período da ditadura militar no Maranhão, inclusive dados de maranhenses espionados pelo órgão – extinto apenas em 1991, já no governo de Fernando Collor.

O professor Grimaldo, coordenador do Projeto Resgate da História da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, falou sobre a importância dos arquivos para a democracia. “Esse acervo que chega ao Maranhão já foi oferecido a vários outros estados nordestinos que não demonstraram interesse em receber essa documentação, pois ela incomoda muita gente. Aqui encontramos um poder público disposto e interessado em enfrentar esse trauma da ditadura”, afirmou.

Os arquivos poderão ser objeto de pesquisa da Comissão Estadual da Verdade que, assim que institucionalizada, terá entre suas funções o papel de aprofundar a pesquisa documental e histórica sobre o período no Maranhão, como recomenda o relatório da Comissão Nacional da Verdade. “Para nós da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular se consolidam os passos para o avanço da democracia e para a garantia ao direito à memória e à verdade. Estamos dando prosseguimento ao processo de criação da Comissão Estadual da Verdade e esses documentos certamente contribuirão para os trabalhos nessa área”, disse o secretário adjunto dos Direitos Humanos da Sedihpop Igor Almeida.

Com a disponibilização dos arquivos no Maranhão os pesquisadores terão maior facilidade de acesso aos documentos, pois antes precisavam se deslocar até o Arquivo Nacional, obter autorização para a pesquisa e ainda pagar pela impressão. “Agora, com esse acervo disponível no estado, as pesquisas podem ser aprofundadas”, explicou o professor Grimaldo.

Os documentos poderão ajudar especialmente quem foi vítima da ditadura militar na busca pela reparação na comissão de Anistia. Os arquivos complementarão o atual acervo da APEM, que conta com documentos do antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Depois de feito o inventário para facilitar a pesquisa, os documentos serão disponibilizados para consulta pública, conforme explica a diretora do APEM Maria Helena Pereira Espínola.

“Iremos realizar o estudo da documentação para que seja feito o inventário e, assim, depois de tudo organizado, disponibilizar todo esse material para os pesquisadores e interessados. Nosso objetivo é facilitar o acesso à documentação, respeitando a Lei de Acesso à Informação”, contou a diretora da instituição.

A entrega dos arquivos contou com a presença do atual secretário adjunto de Cultura, Diego Galdino, que será o titular da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo.

Fonte: Sedihpop.
Enviado por Eri Santos Castro.
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Abdon Marinho: "A prefeitura de São Luís e o cadeirante. A vergonha e a indignação"


VERGONHA E INDIGNAÇÃO.
 
Somente hoje, num programa jornalístico da televisão, assisti à dolorosa cena de uma cadeirante descendo de um ônibus na nossa capital.
Portador de deficiência (embora sem ser cadeirante) não pude deixar de me colocar na condição daquela senhora. E se fosse comigo?
Mais de uma vez, aqui mesmo, reclamei da falta de respeito da cidade para com seus cidadãos. São calçadas desniveladas, estreitas, esburacadas; falta de rampas decentes; elevadores, etc.
Em que pese exista uma lei garantindo a todos o direito à acessibilidade, no Brasil, no Maranhão, muito pouco foi feito.
que pese exista uma lei garantindo a todos o direito à acessibilidade, no Brasil, no Maranhão, muito pouco foi feito. 
É certo que já circulam ônibus com elevadores, entretanto, as paradas, não foram feitas ou adaptadas para ficarem na mesma altura dos elevadores.
Isso quando existem paradas de ônibus. Ainda por toda cidade assistimos os cidadãos se protegendo do sol ou da chuva, sob marquises, atrás de postes. Isso em plena capital do estado.
Isso todos nós estamos cansados de saber, de assistir.
O que aconteceu com aquela senhora cadeirante foi um pouco além das desgraças vivenciadas no dia a dia.
Aquela imagem me fez pensar que tipo de pessoas estamos nos tornamos. Será que ao motorista ou cobrador do ônibus não ocorreu a ideia, o gesto ou a sensibilidade de ajudar aquela senhora? Será que a nenhum dos passageiros ninguém, nenhum deles poderiam ajudar?
A concessionária presta um serviço aos usuários. Se um equipamento não funciona, o lógico não seria ajudar o consumidor para que este sofresse o mínimo de aborrecimento possível? Noutros negócios acontece isso, por que não no ônibus? Será que os funcionários não recebem um mínimo de treinamento para lidar com este tipo de situação? Será que os funcionários e também os passageiros pensavam que deixar a senhora à própria sorte faz parte de alguma política de autoafirmação?
Na verdade faltou sensibilidade.
Esta falta de sensibilidade, gentileza, humanidade é fruto do nosso egoísmo. Ninguém mais se acha no dever de ajudar o próximo. Seus problemas nos são indiferentes.
Vejam é necessário uma lei para nos garantir direitos mínimos, termos acesso aos lugares, as repartições públicas, cinemas ou teatro. E ainda assim essa lei é desrespeitada todos dias, na verdade, nunca foi sequer implementada.
Até o direito à vagas exclusivas nos estacionamentos nós é negado, não pelas autoridades ou apenas por elas, mas pelos cidadãos comuns, pessoas de bem. Estes sábios devem achar que se trata de algum privilégio. Não, não é.
Somos também cidadãos que trabalham mais de cinco meses por ano apenas para pagar impostos. Temos os mesmos direitos dos demais cidadãos. O direito de desfrutar da cidade e de sermos tratados com dignidade e respeito por todos, principalmente, pelas autoridades.
Não somos meio-cidadãos, não podemos ser tratados como se fôssemos.
Temos direito e exigimos respeito.

Cartunista maranhense tem charge premiada pela ONU